25.7.15

NO QUINTAL

Sempre nas festas juninas da escolinha na barraca da pesca, tinha aqueles presentes desejado por todos, que nunca consegui pegar e como premio de consolação eles davam pintinho (todo mundo achava que iria morrer mais os meus sobreviviam), e as galinhas todas tinham nome e além de sobreviver elas botavam e algumas até chegou a chocar e dar mais pintinhos e mais pitinhos, e seus pintinhos cresciam e davam mais pintinhos. Teve uma vez que as galinhas começaram a sumir, foi quando eu tive a ideia de colocar alarme no galinheiro (nossa que chique né, a casa mal tinha portão na frente, mas ninguém podia pegar as minhas galinhas), foi quando meu pai e meu vô ajudou a montar um alarme com uma buzina de carro.

Com o tempo as galinhas foram ficando velhas e nunca consegui entender como mesmo com o alarme as minhas galinhas continuavam a sumir. Até que desencanei com as galinhas e ganhei um coelho, alias uma coelha linda branca de olhos vermelhos (devo ter essa encanação de branco de olhos vermelhos devido a musica infantil "Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim..."), que também tinha nome Carlota. Sem saber do porque ela sumiu fui pegar ela no colo (sempre que fazia isso minha mãe surtava), e vi que estava sem pelos na barriga. Quando descobri que estava grávida fiquei super feliz,  os pelos que ela arrancou da barriga foi para aquecer os bebezinhos  assim que nasceu a casinha dela era dentro de uma caixa de televisão que meu pai tinha comprado alguns dias antes de comprar ela, eu fui xeretar e vi os filhotes, sim filhotes afinal eram sete, uma coisinha mais feia pelada e orelhas finas.

No início foi tranquilo, afinal só a Carlota comia, com o passar dos dias e meses os filhotes foram crescendo e ficando com pelos e começaram a comer, não tendo dinheiro para comprar ração, legumes, verduras e frutas, chegava da escola e ia com a sacola de feira até o sacolão pegar as que não são selecionadas para venda para dar o que comer para os filhotes. A minha vontade era não dar nenhum embora porém, não estava dando conta nem de pegar a xepa e muito menos com o cheiro do xixi, (é minha gente geralmente o que cheira mal e o coco, mas do coelho é o xixi). Então vai eu com eles dentro de uma caixa e levar para vender na loja aonde o pai tinha comprado e vendi, mas só vendi cinco fiquei com três sendo dois filhotes, o Fofinho inteiro branco e olhos vermelhos, e a Princesa branca com as orelhas rabinhos e olhos pretos.

Quando com fome iam os três ate a porta e arranhavam a porta, deixei muitas vezes eles sem comida só para ver eles fazendo isso. Como não ficava dando tanta a atenção e cuidado necessário, minha mãe deu o Fofinho pro meu tio, e a Carlota para um homem que morava na rua de casa, dias depois ele me disse que comeu ela, chorei muito e fiquei brava com a minha mãe,(mesmo já tendo comido carne de coelho não admitia que os meus animais, se bem que não admito até hoje). Com o tempo a Princesa cresceu e comeu todo o tronco das árvores frutíferas que tinha no quintal acerola, laranja e do pé de maracujá. Coloquei ela para cruzar co o coelho macho da amiga da minha mãe, e a minha intenção era vender os filhotes, mas a Princesa era meio burra foi dar cria cavando um buraco na terra e dando cria dentro de uma toca mesmo, uns três dias depois dos filhotes nascerem choveu e alagou a toca matando os filhotes. Na verdade não sei como foi a minha despedida com ela, não me recordo, e infelizmente não tenho fotos, meu avô sempre dizia que não prestava fotografar os animais que se tirasse foto eles morriam, sempre acreditei nisso e nunca tirava fotos.

Eu quero saber você também teve um quintal com animais de estimação exóticos? Me conta quero saber se tem mais pessoas que assim como eu adora animais, independente da espécie, cor ou raça.
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